Cristiane Chokoart - Papel Arroz e Kit Festa: Dois anos após minha queda

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Dois anos após minha queda

Hoje dia 09 de fevereiro de 2012.

Exatamente há dois anos sofri uma queda. Minha vida ficou sem rumo e precisei de muita coragem, força e fé para aprender a lição de vida que se apresentava naquele momento...
Começou assim... Após um dia exaustivo e de 16 horas de muito trabalho produzindo para a páscoa...

Estava trabalhando na minha loja que ficava na casa da frente no meu terreno, moro na casa dos fundos.
Eram aproximadamente 10 horas da noite de um dia cheio, pois estava personalizando as fitas e caixas para a Feira de Páscoa. Trabalho que não pode ser interrompido.
A sorte é que eu já tinha um estoque bom para fazermos a feira que seria em março.
Voltando ao assunto, depois que caí, tentei mexer as pernas e claro não consegui, não me lembro ao certo como me virei  e sentei.
Pensei no que poderia ter acontecido, e eu sabia, parecia muito grave... Tentei não desmaiar de dor e ficar o mais lúcida possível. Minhas filhas Luciana e Mariana estavam aqui em casa (fundos) e não sabiam de nada e nem desconfiavam, pois sabiam que eu não descia antes de terminar a produção diária a que me programava.
Eu não conseguia chegar ao telefone e nem gritar, pois a dor era lancinante...
A sorte foi que o Julio, meu marido não estava em casa e como de costume, passava pela loja quando a luz estava acessa.
Imagine a cara dele quando me viu sentada no chão... Pedi para ter calma e falar para a Luciana chamar uma ambulância, pois eu não podia me mexer...
Quando ele entrou em casa e falou, claro que não foi com calma, falou assim: Não se assuste, a mãe caiu, o que vamos fazer... foi mais ou menos assim...
Quando a Lu subiu e me viu, pedi que não se desesperasse e chamasse uma ambulância.
Logo depois os paramédicos chegaram e notei quando um fez sinal para o outro mostrando meu pé esquerdo que estava caído para o lado de fora. Foi então que percebi que era mais grave do que eu imaginava, mas tentei ficar calma dentro do possível, para não amedrontar minhas filhas.
Um dos paramédicos pediu que eu abraçasse ele entrelaçando os braços por volta do seu pescoço e apenas confiasse nele.
A maca não poderia entrar para me retirar do local onde  me encontrava, pois não passaria no corredor onde fica a escada de acesso.
O paramédico me pegou no colo e então senti dor, muita dor, e ele coitado com muito esforço e sem poder me movimentar me carregou escada abaixo até a maca. São mais ou menos 12 degraus.
Quando me deitaram na maca e me imobilizaram me senti completamente aturdida pela dor e impotente diante daquela confusão em que me metera
Minha filha Luciana foi comigo na ambulância, que por sua vez, recebeu orientações para seguir para o Hospital Universitário Cajuru.
Chegando lá foi feita uma triagem e nada foi constatado, os residentes de plantão não sabiam o que havia de errado e eu também não, pois não conseguia mexer a perna esquerda e a dor era intensa e geral.
A Lu estava na portaria, eles não deixaram ela me acompanhar e eu naquela maca no corredor, imobilizada, em cima daquela tábua dura da ambulância e com muita vontade de ir ao banheiro fazer xixi.
Lá pelas tantas, acho que por volta da 1 hora da madrugada, eu já não aguentava mais a vontade de fazer xixi e então comecei a observar qual enfermeira(o) trabalhava com mais carinho pela profissão. Neste meio tempo tinha um rapaz acompanhando uma moça estrangeira, ela não falava nada de português e ele era seu intérprete no momento, pedi então para que ele verificasse junto a uma das enfermeiras se minha filha poderia entrar... Claro que a resposta foi negativa.
Resolvi segurar pelo braço da enfermeira que percebi, era a mais eficiente e então pedi para chamar minha filha, pois eu queria muito que ela viesse até onde eu estava.
Esta enfermeira foi muito prestativa e conseguiu trazer minha filha até mim. Foi um alívio, pois ela poderia agilizar meu atendimento.
Bem, falei da minha necessidade por uma comadre (aquela coisa gelada que colocam em baixo da gente e faz com que nos sintamos vulneráveis...). Foi então que a enfermeira, aquela boazinha e prestativa, nos conduziu para uma salinha e então pude fazer minhas necessidades, claro que tudo para fora, pois a comadre não estava no lugar certo,  eu não podia me levantar o suficiente para que a comadre fosse  acomodada corretamente.
Fiquei pior ainda, pois agora além da dor, ainda estava toda molhada de xixi e morrendo de medo que os outros sentissem o aroma agradável que eu exalava...
Por volta das 3 horas da madrugada fui levada para a primeira radiografia, mal sabia eu o que me esperava.
Quando o rapaz me pediu para passar da maca para a mesa de raio x, senti aquela dor novamente e claro, alguma coisa estava muito errada. Na hora que ele endireitou minha perna para poder tirar a radiografia, não pude controlar o grito. Foram vários gritos e acho que toda aquela ala do hospital escutou também.
Foram então várias idas e vindas da sala de raio x, todas elas com manobras para endireitar minha perna e gritos muitos gritos e choros.
Há esta altura eu já estava morrendo de medo daquela sala.
Por volta das 7 horas da manhã e depois de muitas visitas à sala de raio x e de muitos gritos, mandei minha filha para casa, pois ela não conseguiu dormir assim como eu e não era justo, pois ela teria que trabalhar. Ela ligou para o chefe dela avisando que só iria trabalhar mais tarde e contou o ocorrido, ele então passou pelo hospital e deu uma carona até nossa casa para poder entender a situação.
Minha outra filha Juliana veio para tomar o lugar da Luciana comigo na tortura que se apresentava naquele momento. Eu já não aguentava mais as idas e vindas daquela terrível sala.
Mal sabia o que ainda estava por vir.
Lá pelas 11 horas da manhã, apareceu um médico e nos disse então que havia sim uma fratura e que seria preciso fazer um raio x com tração para poder fazer a cirurgia de emergência.
Imagine só emergência depois de quase 12 horas que eu estava lá, naquele corredor junto com mais sei lá quantas pessoas, que também esperavam atendimento. Sem saber nada e vendo a incompetência dos médicos, que a esta altura sabiam tanto quanto eu. "Nada"
Bem após esta triste notícia, fui levada para a dita sala de raio x fazer então a radiografia tracionada. 
Acho que nesta hora meus gritos alcançaram o hospital inteiro, a dor era indescritível e muito forte.
Quando saí da sala, todos no corredor me olhavam como seu eu tivesse cometido um crime, sabe-se lá o que estavam pensando, mas para minha surpresa, vi no rosto da minha filha Juliana o desespero e a impotência dela, então entendi o porque dos olhares das pessoas quando saí daquela dita sala dos horrores...
Bem, agora com o resultado nas mãos o médico (gringo) muito competente por sinal, veio até nós com a notícia. Havia fraturado o colo do fêmur e precisava de uma cirurgia de emergência. Seriam colocados 3 pinos para poder segurar a perna e sustentar o corpo.
Obs: O fêmur é o maior osso do corpo humano e esta fratura tira a estabilidade do corpo, deixando muito vulnerável o equilíbrio e o ficar em pé. Pois é a base da sustentação do corpo.


Pedi então que minha filha fosse para casa e descansasse. Claro que ela não foi...

Aconteceu então na noite anterior um fato que até hoje é comentado pela minha família. Minha irmã mais velha telefonou para minha casa no dia 9 ( dia da minha queda) à noite querendo saber o que tinha acontecido comigo, pois ela havia tido um pressentimento ruim...
Continuando...
Não me lembro ao certo o que aconteceu durante algumas horas pois eu estava sem dormir há mais de 30 horas e muito preocupada, sem saber ao certo o que tudo aquilo significava e ainda com muita dor, pois não havia recebido nenhum analgésico.
Minha filha Juliana não foi para casa e a esta altura minha filha Luciana também foi para o hospital ao nosso encontro.
Por volta das 14 horas fui levada para o centro cirúrgico, me despedi das minhas filhas e seguimos corredor adentro.
Quase na hora da minha entrada na sala cirúrgica constatou-se que estava em falta os pinos de 13 centímetros que seriam necessários para minha cirurgia e então me levaram para a sala de recuperação e me sedaram, pude dormir um pouco e quando acordei já estava indo para a cirurgia.
Entrei na sala cirúrgica as 18 horas e saí as 23:30 horas.
Fiquei 1 hora na sala de recuperação. Aquele aparelhinho que é colocado no dedo para controlar nossa pressão, não parava de apitar e precisei ficar em repouso até ele se acalmar...
Lembro de quando passamos porta afora a carinha das minhas duas filhas, preocupadas com a hora e a falta de notícias.
Achei então que tudo estava resolvido. Doce ilusão!
Fiquei no hospital durante dois dias e tive alta no sábado. Minha família correu atrás de alugar cadeira de rodas e cadeira preparada para tomar banho.
Foram me buscar: Juliana, Luciana, Julio e Chico (noivo da Luciana).
Foi uma aventura o trajeto da cama do hospital até minha cama em nossa casa... 
Para sair da cama era um sacrifício, pois eu não podia colocar o pé no chão por dois meses, assim o médico disse, mas não foi bem este prazo, mais à frente explico melhor.
Além de não poder pisar, ainda as dores, que não me deixavam, pelo menos no hospital  os remédios eram injetáveis e eu dormia assim que aplicavam.
Em casa eu não podia fazer nada, me senti uma inválida e as dores...
Minha família teve que fazer muitas adaptações em casa para eu poder ser bem acomodada. Meu quarto ficou sendo uma sala de hospital e só meu, pois deitei no lado direito da cama (lado do meu marido dormir) e não  podia me mexer, pois tudo doía.
Os primeiros 15 dias passaram-se sob muito sofrimento e cheio de medidas extremas.
A Juliana teve que trabalhar em casa para poder tomar conta da casa e fazer todo o serviço e me cuidar, é claro!
Após 15 dias retornamos para a primeira consulta médica.
Para nosso espanto, 300 pessoas para serem atendidas por 1 médico e 4 residentes auxiliares. Sexta feira após o feriado de carnaval, imaginem eu na cadeira de rodas, sem poder encostar a perna e o pé em nada no meio desta multidão e muitos dos que ali se encontravam tinham  os mesmos problemas que eu pois, era o ambulatório de traumatologia.
Por volta das 10 horas fui chamada para o raio x e retornei para a fila de espera, após 30 minutos foi feita a consulta médica.
O Dr. que nos atendeu, explicou então tudo o que aconteceu comigo e o que viria a acontecer dali para frente...
Ficamos sabendo que eu ficaria pelo menos 2 meses sem pisar no chão.
Que eu poderia ter morrido se a cirurgia não tivesse sido feita em menos de 24 horas após a queda.
A explicação: rompimento de irrigação dos ossos.
Não entendi muito bem... em todo caso... fora de perigo.
O médico disse também que com o tempo e ele não sabia precisar com exatidão este tempo, poderia necrosar a cabeça do fêmur e eu teria que fazer nova cirurgia e colocar uma prótese total de quadril (artroplastia total de quadril) no prazo de 6 a 8 meses talvez um pouco mais. Se fosse preciso fazer a cirurgia, esta só poderia ser feita após completar 1 ano da primeira.
Fiquei muito preocupada com as notícias, pois pé frio como sou pensei já no pior.
Passados dois meses, nova consulta e a constatação de que não poderia pisar no chão por mais 2 meses. Pois o osso não estava consolidado ainda.
Começaria a fisioterapia para recuperar a musculatura, que na queda, os músculos da perna esquerda ficaram comprometidos e atrofiados. Antes disso fiz exercício somente com o pé para não ter trombose. Tomei remédios caríssimos para a circulação. Por volta de R$ 23,00 cada comprimido e tive que tomar um por dia durante 30 dias.
Minha perna e o pé ficavam roxo devido á má circulação e imobilidade. O remédio ajudava circulando o sangue e evitando a dita trombose.
Neste ínterim, as dores eram horríveis e eu não podia ficar muito tempo deitada e nem sentada. Podia ficar de barriga para cima e só. Não tinha outra posição então eu cansava muito.
Acostumada a dormir do lado esquerdo, tive que me acostumar a dormir somente de barriga para cima, não podia virar o corpo para nenhum lado. Que sacrifício!
Após 4 meses e nova consulta: Começaria a pisar no chão com 50% do peso somente e, aos poucos iria colocando mais peso.
Comprei um par de muletas e estas, ficaram sendo minhas companheiras inseparáveis por um longo período, muito mais de 1 ano.
Começou então o trabalho de recuperação da musculatura.
Meu fisioterapeuta Marcelo, foi e continua sendo, muito eficiente e ajudou muito para que eu voltasse a andar.
Tive que aprender a andar novamente e levou mais de 2 meses para  eu sair da cadeira de rodas e começar a andar com muletas. 
No total foram 6 meses sem andar e depois mais 1 ano e 3 meses andando com muletas.


Pausa para um cafezinho!

Já havia passado 6 meses da minha queda quando comecei a andar de muletas...
Nesta altura da minha recuperação, eu tinha muito medo e não tinha músculo para segurar o corpo em pé. Não tinha forças na perna.
Eu sentia muitas dores na região da coxa, pois um dos pinos estava saindo do lugar e machucando a carne.
Poderia retirar os pinos após 1 ano da primeira cirurgia, até lá teria que aguentar a dor. 
O problema é que não eram apenas as dores dos pinos fazendo pressão na carne, eu tinha dores por toda a perna, era muscular e nos ossos também. Não consigo descrever, e isto acontece até hoje... São dores intermitentes. Tem dias que não tenho vontade de sair da cama e outros dias que quase não lembro que caí, a não ser pela restrição de movimentos do corpo.
Alguns movimentos que não posso fazer para o resto da vida. 


  • Não posso cruzar as pernas. Movimento de sentar-se como homem
  • Sentada, não posso abaixar com as pernas fechadas. Movimento de amarrar os sapatos.
  • Não posso virar da cintura para cima sem que todo o corpo vire junto. Movimento que fazemos quando olhamos para trás.
  • Andar rápido
  • Correr
  • Sentar na rede
  • Sentar no chão
  • Deitar em colchão no chão
  • Abaixar de cócoras
  • Andar de bicicleta
  • Andar na esteira 
Citei apenas alguns, pois senão ficarei aqui escrevendo sem parar...

Outro problema era o encurtamento de 1,5 cm  na perna esquerda, o que proporcionava dores na coluna.
As dores eram intensas e constatou-se então após 9 meses da queda, que havia necrosado a cabeça do fêmur. 
"Dizem que quando acontece um problema ruim, acontecem vários ao mesmo tempo e acredito mesmo neste ditado, pois assim não temos tempo de nos apegar em apenas um problema achando que ele é imenso e sem solução, pois os outros problemas que surgem tiram o foco do principal e então as soluções começam a aparecer e a fazer sentido do porque estarmos sofrendo."
Triste notícia, eu não sabia o que seria feito, pois até agora meu tratamento era doloroso e sem muitos resultados satisfatórios.
Em algumas ocasiões entrei em desespero e em todas as vezes tive forças para continuar lutando. Lembrava que precisava ficar boa para voltar a trabalhar e prover o sustento da casa. 

Em fevereiro, 1 ano depois da primeira cirurgia, trocaram a equipe médica de traumatologia para a  especialidade de quadril e na primeira consulta a notícia de que teria que ser feito a artroplastia total de quadril, fiquei triste e ao mesmo tempo muito aliviada, pois agora eu ficaria boa. Novamente me enganei completamente.
A agenda do médico estava hiper lotada e  minha cirurgia foi agendada para o dia 12 de maio.
Fiz muita fisioterapia para recuperar a musculatura, pois assim minha recuperação pós cirúrgica seria mais eficiente. Nesta data eu ainda estava de muletas, continuei com minhas amigas inseparáveis até depois da artroplastia por mais alguns meses.
Quando faltavam 2 semanas para minha cirurgia, ligaram do hospital prorrogando a data para o dia 12 de julho, 2 meses depois. Que agonia, eu ainda com muitas  dores, aquele pino machucando e ainda de muletas.
Até esta data eu só saia para consultas médicas e para as sessões de fisioterapia. Não tive mais vida social e ainda não tenho.
No dia 12 de julho fiz a cirurgia e correu tudo bem, saí do hospital andando com minhas amigas inseparáveis (muletas) e sem dor. Mas em compensação nauseada e 5 quilos mais magra, pois eu não conseguia comer nada devido ao enjoo causado pela medicação.



Claro que quando o efeito dos remédios passou as dores voltaram, com maior intensidade e de forma diferente, eu não sabia descrever para o médico o que eu sentia.
Comecei novamente as sessões de fisioterapia e a cada dia mais dor, muscular devido aos exercícios e  as dores sem explicação que não iam embora.
Devido aos remédios fortes que eu tomava, apareceu um problema no estômago, a parede do esôfago  (esterno) inchou e inflamou e depois cicatrizou inchado. Este inchaço dificulta minha alimentação e várias vezes engasguei e precisei ir ao pronto socorro... Muito sofrimento e medo de comer.
Deixei de comer tudo o que gosto, carnes e comidas duras...
Aprendi a mastigar muitas vezes, até triturar toda a garfada e não ter problemas para engolir.
Constatou-se por meio de uma endoscopia que preciso fazer nova cirurgia para remover este inchaço e fui terminantemente proibida de tomar anti-inflamatórios. Passei a tomar 4 omeprazol por dia durante 30 dias e agora estou tomando 2 comprimidos por dia até sair a cirurgia de estômago....
Dali por diante eu teria que aguentar as dores. Isto é muito triste e as vezes me sinto abandonada por Deus. Ainda bem que é por pouco tempo que tenho estas recaídas e pensamentos negativos. Pois logo me lembro das minhas filhas e então volto a ter forças e muita fé na minha recuperação. Sempre chega um cliente trazendo uma palavra amiga na hora certa...
Fiz ao todo 180 sessões de fisioterapia até hoje, e na próxima semana daremos continuidade aos exercícios com mais 10 sessões para o mês de fevereiro. As dores continuam e não é normal, assim dizem os médicos e fisioterapeutas. Só me resta rezar para que algum anjo descubra o porque.



Pausa para contar um pouco da minha vida profissional



Seis meses após minha queda, minhas filhas fizeram a feira, pois eu tinha estoque que produzi antes da queda, para a Feira de Páscoa...
Quando acabou o estoque, tive que retirar uma licença médica da feira e enquanto eu estiver sob perícia médica consigo retornar ao meu lugar na Feira do Largo da Ordem, só espero que eu possa voltar a produzir um dia...
Trabalhei durante 20 anos e era o sustento da nossa família. 
Meu trabalho foi interrompido bruscamente e até hoje não posso fazer chocolate. Aproveitei este tempo na cama para estudar e aprender tudo o que eu tinha vontade e não podia pois eu corria contra o tempo na produção.
Fiz todos os cursos online que são oferecidos pelo Sebrae, Sesi, Senai e Senac entre outros ofertados pela internet com vídeo aulas e tutoriais.
Me inscrevi no Programa Bom Negócio, Lapidando talentos e Ti, oferecido pela Prefeitura de Curitiba, todos gratuitos e para empreendedores.
Eu já havia feito um ano de Curso técnico de Informática no Colégio Estadual do Paraná e tenho uma certa adoração por informática... Com todas as pesquisas que fiz neste meio tempo, achei uma solução para trabalhar na cama.
Muitos clientes me pediam para colocar fotos nos chocolates e eu não tinha tempo de parar e pesquisar a melhor maneira de produzir isto. Achei então duas maneiras de aplicar imagens em doces e chocolates. a primeira que seria o ideal e um trabalho rentável estava fora de cogitação, pois o investimento inicial em maquinário teria que ser em torno de 500 mil reais...
Loucura total.
A segunda opção e a que adotei era impressão de imagens em papel arroz.
Achei a ideia ótima e comecei então o plano de negócios, fui chamada para o Bom Negócio e fiz jus ao curso. Com muito sacrifício minha filha Luciana me levava para as aulas que teriam duração de 20 dias e seriam das 19 as 22 horas todos os dias.
Quando coloquei em prática todo o meu conhecimento comercial que adquiri ao longo dos meus 24 anos de profissão, resolvi que a solução seria montar a loja virtual e vincular com meu Blog.
Realmente funcionou e hoje deixei completamente de lado o que eu fazia com chocolate e me dedico exclusivamente ao papel arroz e a personalização de guardanapos de papel e fitas de cetim. Pena que não tenho como investir em maquinários, pois seria a solução para a falta de dinheiro e um empreendimento de sucesso.
Consigo vender melhor com a loja virtual e assim posso me ocupar.
Não acredito que consiga voltar a fazer chocolate como antes, pois trabalhava durante 18 horas por dia e dentre as quais ficava em pé por mais de 10 horas sem parar...
Não poderei ganhar dinheiro como antes também pois as feiras especiais eram incrivelmente satisfatórias.
Hoje trabalho num ritmo lento e apenas algumas horas diárias. Sem muito esforço físico e apenas para me ocupar. O sustento da casa ficou comprometido, mas estamos superando com a ajuda de Deus e das minhas filhas maravilhosas por sinal. Sou abençoada e grata por ter tanta sorte. Se não fossem minhas filhas eu não teria superado esta fase difícil que passei e que ainda terei que passar, pois tenho um longo trajeto para percorrer e quem sabe, ficar boa por completo. A esperança é a chave do sucesso e da cura!


Tenho consulta marcada para o dia 24 de fevereiro e saberemos então o que irá acontecer daqui para frente.

Continuando...


Hoje dia 06 de abril de 2012

Minha mãe estaria completando hoje 85 anos. Feliz Aniversário! Onde você estiver....

Após todas as consultas novamente recebi alta do INSS no dia 09 de março. Diz a perita que estou apta a trabalhar... Gostaria que ela estivesse com razão, mas mal sabe ela o que tenho passado para trabalhar e prover o sustento da minha casa!!!!! 
Meu médico ortopedista não dará alta, pois pode acontecer desgaste na prótese e nova cirurgia.... Terei consultas periódicas a cada 6 meses para controle e avaliação. Próxima consulta em agosto.
Continuarei fazendo fisioterapia por muito tempo ainda, talvez mais 2 anos... Assim diz meu fisioterapeuta. 
Agora, a partir desta semana, vou começar novos exercícios, pois ainda tenho alguns músculos atrofiados e que precisam voltar a trabalhar para eu poder ter mais movimentos.

A partir destes resultados... 

Resolvi!!!!... Não vou mais trabalhar com chocolate, pois  desmanchei 7 quilos de bombons e sapatos de chocolate e fiquei a noite toda sem dormir com dores pelo corpo todo e mais 3 dias com muita dor na região da cirurgia... Então tomei a decisão mais acertada em toda minha vida... Não quero mais trabalhar com chocolate e ponto final. Caso encerrado.
Depois de 24 anos de profissão, tomei a atitude que estava com vontade há mais de 5 anos. Não tinha como fazer...pois precisava sustentar a casa e não tinha outra opção. Dizem que há males que vem para o bem, e de fato, só consegui mudar de profissão após este acidente.... Sempre na vida tem uma solução para algum problema que se apresenta.
Acredito que tudo tem um significado e um propósito! Destino???? 

Estou me sentindo melhor, com menos dores e com mais vontade de ganhar dinheiro....rsrsrs. Vida Nova!

Estou entrando em uma nova era na minha vida. Para poder começar de novo preciso me reciclar... Depois de fazer vários cursos, aprendi que precisamos nos desapegar das coisas materiais e nos desfazer de objetos sem uso. 
"Minha filha Juliana quando foi para Cingapura em fevereiro deste ano para trabalhar, antes de ir, fez um Bazar das coisas que comprou na Europa, enquanto trabalhou em um Cruzeiro Marítimo no Mar Mediterrâneo e como ela disse preciso de dim dim e então devo me desapegar." 




Vou me desfazer de todo material que tenho para fabricação do chocolate organizando um  


BAZAR
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Preços e história de como tudo começou



Aqui o preço que eu vendia na Feira do Largo cada caixa.


Caixa micro 1 bombom personalizado = R$ 3,50 unidade / R$ 300,00 - cento/lembrancinhas
Caixa dupla 2 bombons personalizados = R$ 5,00 unidade / R$ 400,00 -cento/lembrancinhas
Caixa mini 4 bombons personalizados = R$ 10,00 caixa
Caixa pequena 6 bombons personalizados = R$ 15,00 caixa
Caixa coração pequeno 7 bombons personalizados = R$ 18,00 caixa
Caixa média 12 bombons personalizados = R$ 25,00 caixa
Caixa coração grande 18 bombons personalizados = R$ 35,00 caixa
Caixa grande 21 bombons personalizados = R$ 42,00 caixa

Lembrando aqui que só estou vendendo tudo porque não posso mais fazer o chocolate e a origem de todo o trabalho está focada no chocolate artesanal agregado com o presente personalizado.



Vou contar como tudo começou:
Eu fazia a Feira do Largo da Ordem e tinha um stand (loja) no Armazém das Artes na Praça Santos Andrade em Curitiba.
Pensando em ganhar mais dinheiro para poder pagar o stand sem tirar dinheiro da feira, resolvi seguir o conselho de uma amiga na época, ela queria dar um presente diferente para o pai e então a data " Dia dos Pais" se aproximava, você deve saber como é difícil dar presente para homens...  Meu marido pediu para gravar uma frase, eu já gravava nomes nas fitas, para lembrancinhas... Achei um absurdo, pois daria muito trabalho... e eu já tinha muitos clientes para gravar nomes na hora, presentinho para o chefe, aniversariante do dia, etc...
Lembro quando comecei a gravar as mensagens, levei 1 hora para gravar 2 frases: " Hoje o sol brilha muito mais bonito porque você existe. Te Amo!" Gravação em dourado na fita de cetim preta. Precisava montar o componedor com a palavra, esperar esquentar e gravar fita por fita...
Eu vendia a caixa média com 12 bombons por R$ 6,00 só com chocolate e quando montei a primeira mensagem na caixa de smoking com preto e dourado, chamou a atenção dos clientes e em menos de 5 minutos a caixa foi vendida por, acredite se quiser... R$ 12,00 o dobro do valor que eu costumava vender.
Você não tem ideia da motivação que isso gerou, montei a segunda caixa e para minha surpresa vendi antes de terminar de montar, por R$ 12,00. A cliente ficou esperando eu montar e pôde escolher o sabor dos bombons...
Pronto!  Estava consolidada a ideia de presente para o Dia dos Pais!
Comecei então a procurar os insumos adaptáveis a máquina de personalizar, alguns tive que encomendar, outros precisei pagar caro para fabricar... e comecei a gravar mensagens para todas as datas, em seguida veio o natal e fiz uma Feira na Praça Osório. A partir daí todos me conheciam e associavam o trabalho das mensagens à minha pessoa.
Você que está pensando em montar um negócio ou agregar valores ao seu trabalho, então com certeza você poderá utilizar estes produtos.

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Vida Nova! Novo trabalho!

Continuo trabalhando com impressão em papel arroz, e estou pensando em ampliar, fazendo impressão em papel adesivo para lembrancinhas, como: latinhas, bisnaguinhas, marmitinhas e outros modelos para colocação de fotos e temas impressos. 
Obrigado a todos que tem me ajudado a superar esta fase da minha vida e agradeço a alguns clientes, que mesmo sem saber de nada, contribuíram de alguma forma para minha recuperação.


Aqui o preço que eu vendia cada caixa
Feira do Largo da Ordem


Clique em cima do link e seja direcionado para o Blog 

com o mesmo produto para ver todos os detalhes.


Caixa micro 1 bombom personalizado = R$ 3,50 unidade / R$ 300,00 - cento/lembrancinhas

Caixa dupla 2 bombons personalizados = R$ 5,00 unidade / R$ 400,00 -cento/lembrancinhas

Caixa coração grande 18 bombons personalizados = R$ 35,00 caixa

Caixa grande 21 bombons personalizados = R$ 45,00 caixa   Não tenho mais a postagem...


Lembrando aqui que só estou vendendo tudo porque não posso mais fazer o chocolate e a origem de todo o trabalho está focada no chocolate artesanal agregado com o presente personalizado.



TODOS OS PRODUTOS FORAM VENDIDOS E POR ISSO REMOVEMOS AS FOTOS E O RESTANTE DA POSTAGEM


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Hoje dia 31 de agosto de 2012



Tive consulta médica com o Dr. Josiano, no Hospital Cajuru hoje.

Após 6 meses vou continuar a história acima descrita.


Estou ainda com dores na região da cirurgia o médico diz ser uma bursite

A bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial, um saco membranoso revestido por células endoteliais. Ela pode ou não se comunicar com as membranas sinoviais das articulações. A função desta bolsa é evitar o atrito entre duas estruturas (por exemplo, tendão e osso ou tendão e músculo) ou proteger as proeminências ósseas. As bursas estão localizados próximas a articulações. Qualquer processo inflamatório nestes tecidos moles será percebido freqüentemente por pacientes como dor na articulação e, equivocadamente como artrite

O tratamento deve ser feito sob orientação médica e pode inclui o uso de antiinflamatórios, corticóide e redução dos movimentos na área afetada. Acupuntura e exercícios fisioterapêuticos são aconselháveis, desde que orientados por profissionais especializados. Casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica (bursectomia).

Não se automedique. Analgésicos podem ser contra-indicados para mulheres grávidas e pessoas com histórico de úlcera; ·Deixe a área afetada descansar o máximo possível; Faça aplicações de gelo no local; Procure descobrir as atividades que disparam o processo inflamatório e evite-as; Faça exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e dos tendões ou fisioterapia apenas sob a orientação de um profissional especializado.


Bem constatado o problema, que já persiste desde a cirurgia, tomarei mais 3 injeções de cortisona, uma por semana e anti-inflamatório injetável até desaparecer esta inflamação.


Voltarei na próxima semana para a fisioterapia por mais 1 ano e depois, começarei a fazer hidroginástica.


Obs: Não posso fazer hidroginástica antes de completar 2 anos da artroplastia, pois pode deslocar a prótese e então nova cirurgia....


Minha vida agora está normalizada quase que por completo.

Já consigo sair sozinha de ônibus e a pé.
Ainda não estou dirigindo, mas pretendo voltar logo logo...
Minha vida profissional hoje está quase que a todo vapor. 

Meu trabalho com a impressão em papel arroz deu certo e hoje tenho 3 impressoras em funcionamento, uma delas profissional e imprimindo em tamanho A3 e A4. Tenho a assistência técnica satisfatória e me atende quando preciso. Trabalho muito eficiente e indico como assistência técnica para impressoras de modo geral.

Assistência Técnica Suporttec - Robson 41 3047-1017  Curitiba - Paraná.

Estou me recuperando lentamente, mas hoje sei que posso trabalhar e me divertir novamente.

Visitei meus irmãos e familiares em Campo Grande. Fomos para a formatura do meu irmão caçula. 
Nos divertimos muito e reunimos os quatro irmãos depois de 16 anos. Fizemos muita festa, muitas risadas, muitos choros e muitas emoções. Acredito que recuperamos boa parte dos nossos sentimentos de amor e carinho por todos de uma maneira geral. Foi muito bom estar com todos novamente comemorando e festejando a vida.
Amo muito meus irmãos, irmã e cônjuges.
Agradeço a minha cunhada Simone por nos proporcionar uma estadia em sua casa muito agradável. Amei sua companhia e seu apego à família. 

Agradeço aqui mais uma vez, às minhas três filhas, meu marido e meus  amigos. Sem eles eu não teria conseguido superar este desafio.

Agradeço também aos meus irmãos que me encorajaram e me apoiaram, principalmente à minha irmã.
Agradeço também a uma grande amiga Célia Alves e seu marido Tedalso que tem sido pessoas importantes na minha vida e da minha família.

A partir de agora farei relatos semestrais. Após consulta médica.




Dia 03 de março de 2013

Estive em consulta médica com o Dr Josiano dia 22 de fevereiro.


Claro que o Dr Josiano nem chegou perto do consultório, fui atendida por um residente novo e bem na hora de ver o resultado do raio x, o sistema caiu, e então demorou mais meia hora para me atender...

Vou contar desde o início a aventura.

* HC = Hospital Universitário Cajuru

O ambulatório do Hospital Universitário Cajuru mudou-se para o Centro de Especialidades do HC no campus do antigo Hospital Adalto Botelho (antigo Pinéu) como conhecia quando criança...no Prado Velho.

Bem,  fui à consulta muito confiante e claro tomei um chá de cadeira, cheguei para a consulta marcada as 7 horas da manhã e fui atendida as 12:15 horas. Saí do Hospital as 14 horas....após tentar marcar o retorno...

Já estou acostumada com este ritmo então nem ligo mais... Talvez por isso que o sistema não anda, pois o povo está acostumado a esperar para ser atendido em todos os lugares...
Aconteceram fatos neste período que estive no salão de espera um tanto quanto absurdos.
Entre conversas com pessoas que também aguardavam a consulta fiquei muito triste com um fato constatado  neste dia.
Claro que sabemos das preferências de atendimento de alguns médicos por alguns pacientes em troca de presentes, mas quando ficamos cara a cara com esta situação, o sentimento de impotência e constrangimento certamente nos deixa muito decepcionados com o SUS....e com o país.

Entre conversas eu soube que uma das pacientes que estava esperando pelo atendimento com o médico na mesma sala que eu, com o mesmo problema que eu e com o mesmo tratamento que eu... isso que é pior....

A mãe dela uma senhora de 72 anos, muito lúcida por sinal, me contando o que se passou com a filha de cinquenta e poucos anos...   
A filha também fez uma artroplastia e sentia muitas dores, como eu... e estava indignada por ter que esperar pelo atendimento, já eram 9 horas da manhã e ela tinha acabado de chegar e já estava impaciente com a demora para ser chamada.Veja aqui que cheguei as 7 horas porque se não entregar a carteirinha até 7:50 horas, eles nos mandam de volta para casa sem ser consultado. Ela chegou as 9 horas e sem carteirinha....
Esta senhora então comentou comigo que a filha tratou-se com o médico que não vem ao caso citar o nome, ainda bem que não é o mesmo médico que me trato... mas, tratou-se no consultório particular e fez a cirurgia pelo SUS, pagava por consultas particulares, dava presentes caros, entre eles caixas de bombons da loja mais cara de Curitiba e deu para a secretária assistente deste médico 2 pares de sapato muito caros, assim me disse, tinha que dar presente para ser atendido antes e com preferência, esta senhora se referia ao médico como sendo uma pessoa muito arrogante e pretensiosa, além de ser muito interesseira... Deu muitos outros presentes e também fez doações carinhosas segundo ela ao hospital para que tivesse na enfermaria  apenas com 2 camas e com privilégios como televisão e comidas especiais... depois da cirurgia de artroplastia. Ela teve muitas regalias segundo ela e que não vem ao caso contar aqui, pois compromete e muito o Hospital e toda a equipe médica.
Também contou que o médico já não queria mais atender no consultório particular pelo SUS e que encaminhou-a para aquele posto de atendimento...
Então de repente a filha desta senhora viu a assistente do meu médico e chamou-a para pedir que fosse atendida, pois estava muito cansada de ficar esperando... em menos de 15 minutos ela foi chamada para o raio X e para a consulta médica. Depois da consulta temos que aguardar em outra filha para fazer a marcação do retorno e dos exames, ( ficamos em torno de 1 hora nesta fila), claro que ela não precisou ficar nesta fila, chamou novamente a assistente e esta remarcou lá pela sala dela no computador de dentro dos consultórios, entrou no sistema e fez a marcação do retorno. Nesta hora o sistema não cai....rsrsrs.
Fiquei indignada com a situação e com mãos amarradas pois para quem quer que contemos esta situação não temos provas... não podemos contribuir com esta falta de respeito para com as pessoas...mas não sei bem o que posso fazer para consertar este problema, se é que tem conserto....
As pessoas dizem: Você deve fazer uma ocorrência no polícia, outros dizem faça uma denúncia para o Ministério Público, outros dizem chame a mídia... E agora o que fazer, acho que, o que posso fazer no momento, é compartilhar aqui no meu Blog a minha indignação e frustração diante deste descaso.
Neste ambulatório: Eles alegam prioridade de atendimento: Primeiro são atendidos os pós operatórios de 15 dias, depois os cadeirantes e pessoas com muletas e macas, depois os idosos e crianças e somente depois o sistema busca por ordem de marcação das consultas e horário de chegada...

Desde que comecei o tratamento há 3 anos atrás, nunca tive prioridade. Estive em cadeira de rodas, com muletas e agora que posso me locomover sozinha nunca tive nenhuma preferência no atendimento. Muito pelo contrário sempre cheguei as 7 horas e fui atendida ao meio dia. 

Neste dia havia muitas pessoas com cadeira de rodas e muletas na frente desta senhora e tinha também uma outra senhora em uma maca passando mal, com dores e estava ali para fazer o raio x para a cirurgia que seria na próxima semana. Ela ao meu ver era prioridade, mas só foi atendida depois das 11 horas. Depois da filha que a acompanhava, com muito cuidado solicitar o atendimento implorando para que as enfermeiras a atendessem...

Acho também que o sistema Único de Saúde (SUS) não funciona, vou contar o porque logo abaixo.

Como falei anteriormente, preciso fazer uma cirurgia do estômago. 

Fiz a consulta com a equipe cirúrgica neste mesmo prédio no dia 04 de fevereiro e foi constatado o problema mas a cirurgia não será feita. Vou relatar desde o início...

Há dezenove meses atrás, agosto de 2011, saiu a primeira consulta com a equipe cirúrgica do HC, a médica então solicitou uma endoscopia com sedação pois o canal estava completamente fechado e não seria possível fazer sem anestesia... Claro que o SUS não faz e então minha filha e minha irmã pagaram particular para que eu fizesse a cirurgia o mais rápido possível, pois eu só podia me alimentar com comida líquida e batida no liquidificador. Fiz a endoscopia ( o médico responsável precisou furar o esterno que estava completamente fechado pelo inchaço para poder passar o tubo e fazer o exame) e remarquei a consulta, consegui marcar o retorno após 5 meses em janeiro de 2012.

*Lembrando aqui que exames feitos pelo SUS tem validade de 6 meses.

Fiz a consulta e então a médica solicitou novo exame uma Gastroenterologia ESTENOSE DE ESÔFAGO : Estreitamento do esôfago É o estudo radiológico com contraste (Rx c contrastado do esôfago) este exame é considerado exame padrão pré cirúrgico.

A máquina estava quebrada no HC. Dia 01 de outubro de 2012 retornei à consulta e claro o exame ainda não tinha sido agendado.

A médica então me deu uma carta para que eu me dirigisse ao Ministério da Saúde com  apelo que intervisse ao hospital para fazer o exame.

Após 2 meses, no dia 23 de dezembro me ligaram do HC e fui informada que o exame seria feito no dia 26 de dezembro as 8 horas na clínica X-Leme. Veja aqui que o exame demorou de janeiro de 2012 a janeiro de 2013 para sair.

No entanto, no mesmo dia me ligaram novamente que o exame havia sido remarcado para o dia 04 de janeiro na clínica Cetac e a consulta de retorno no dia 21 de janeiro na equipe cirúrgica para levar o resultado dos exames e marcar a cirurgia.

Dirigi-me então neste dia para fazer o exame, claro que passei muita vergonha e humilhação, pois a clínica queria que eu pagasse o exame ali no ato porque o Hospital ainda não havia pago. (O HC "pagou"  R$ 250,00 pelo exame e que se eu tivesse que pagar custaria R$ 750,00)

Constatou-se a estenose e o refluxo, dito pela médica que fez o exame.

Fui buscar o resultado no dia anterior da consulta, dia 20 para dar tempo de ser pago pelo Hospital.

Quando saiu o resultado, (outra vez passei vergonha e fui humilhada, pois o exame ainda não havia sido pago e eles queriam que eu pagasse para retirar o laudo) Fiquei cerca de 1 hora esperando e no final a atendente me disse que não adiantava se recusar a dar o resultado, visto que o exame já tinha sido feito mesmo...então não poderia se recusar a me entregar. Para minha surpresa no laudo não havia nenhum problema, dizia que o exame estava ok.

Fui então na consulta já sabendo que não haveria cirurgia nenhuma.

A médica então olhou os raios x e falou que eu estava com estenose agravada e que conversaria com a outra médica no consultório ao lado ( esta médica estava com a agenda do médico chefe) e já voltava para agendar a cirurgia. 

Quando voltou para o consultório me disse: Nos raios x acusa estenose mas como no laudo médico consta tudo normal, nós não podemos marcar a cirurgia. Sinto muito.

O que posso fazer é solicitar este exame (não me lembro agora o nome, preciso pegar na minha pasta o nome) para constatar o refluxo. Pedir a cirurgia de refluxo e aproveitar e fazer a cirurgia da estenose também. 

Só que este exame o SUS não paga e custa em torno de R$ 700,00  pela tabela da AMB 
Então o resultado disso tudo????

O sistema todo é uma farsa...

Primeiro, a consulta e reconsulta extrapolam a validade dos exames.

Segundo, constata-se o problema mas o laudo não dá o resultado correto.
Como fiz exame particular (o HC que pagou o exame a pedido do Ministério da Saúde)  acredito que o laudo não apresenta o problema ... não tenho provas que foi manipulado e então não posso procurar meus direitos.

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Estou tratando também de uma problema no ouvido interno. (preciso colocar aparelho de surdez nos dois ouvidos)
O tratamento começou em agosto de 2010.
Foi pedido impedância, audiometria e BERA na primeira consulta pelo Hospital da Cruz Vermelha.
A audiometria e impedância saiu na mesma semana, foi constatado que teria que usar o aparelho de surdez e então solicitado a urgência do BERA Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico  e a medição da cloaca, para fazer o aparelho auditivo. Desde esta data ainda não saiu.
Bem já fiz e refiz os exames de audiometria e impedância e exames de sangue várias vezes, para ser mais exata 4 vezes neste período e até agora o BERA não foi agendado.
Na última consulta a médica reforçou a urgência com uma carta, mas mesmo assim não foi agendado, estou aguardando o telefonema com o agendamento... 

* A carta de urgência está comigo, pois a atendente disse que não precisa desta carta para agendar o exame....

Já refiz todos os exames e já estão todos para vencer, pois foram feitos no começo de novembro de 2012.
Detalhe: Quando fiz a consulta para marcar o BERA pelo Hospital da Clínicas o otorrino de lá não quis dar continuidade ao exame porque eu estava no limite de audição para que o SUS pagasse o aparelho auditivo, e ele então solicitou meu retorno em 1 ano.
Já fazem 2 anos e meio  e até agora não saiu o exame e os novos resultados dos exames já superaram este limite para ganhar o aparelho pelo SUS.

Constata-se aqui a falta de organização e planejamento no sistema de saúde.
Quanto já não foi gasto em exames, já foi mais que comprovado o problema e a reconsulta além de ser demorada, extrapola o prazo dos exames e alguns exames solicitados ainda não foram agendados.
Falta apenas o BERA para ser feito, mas quando sair e se sair, todos os outros estarão com certeza vencidos e então ficamos neste círculo vicioso. 
As pessoas não conseguem dar continuidade ao tratamento devido a esta falta de preparo dos responsáveis por este processo.
Acho que quem elabora e cria os programas não usa o sistema e não sabe como funciona.

Seria muito mais fácil se ao agendar a consulta o médico já solicitasse todos os exames com prazo certo e que já saíssemos do consultório com a reconsulta agendada pelo próprio médico no prazo máximo de 1 ano. Que o tratamento durasse 1 ano no total mas que pudéssemos terminar o processo todo neste prazo. Sem ter que refazer várias vezes o mesmo exame...gerando assim custos desnecessários para o SUS.

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Na consulta com o meu médico do quadril constatou-se que continuo com a bursite crônica e foi solicitado nova medicação e 30 sessões de hidroginástica. Devo agendar consulta para fevereiro de 2015 daqui a 24 meses.


Alerta: Pelo SUS, não posso agendar consulta para período maior que 12 meses e claro o sistema não me reconhecerá daqui a 24 meses.

Tenho então que daqui a alguns meses solicitar uma consulta de emergência antes do prazo de 12 meses e fazer de conta que tenho algum problema para não sair do sistema e então continuar o tratamento. Mais custo desnecessário...

Obs: Os médicos residentes que atendem nos consultórios do ambulatório não tem ideia de como funciona o SUS e para eles não faz nenhuma diferença se conseguimos a consulta ou não....

Outro erro neste caso foi que na última consulta, há 6 meses, o residente que me atendeu falou que não poderia fazer em hipótese alguma  hidroginástica antes de completar 2 anos da artroplastia porque corria o risco de deslocar a prótese.

No entanto este médico residente me deu 30 sessões e está fazendo 1 ano e 6 meses da cirurgia. Vou me certificar se posso mesmo fazer a hidroginástica por conta própria e quanto tempo vou ficar na fila de espera para conseguir uma vaga para este tratamento....hahahah 
Talvez ultrapasse os 6 meses que tenho para completar os 2 anos.....hahahah por isso que ele deu...Só que ele não sabe que a validade da receita e do encaminhamento também expira em 6 meses????
... É comprovadamente uma sistema falido e mal administrado.

Bem daqui para a frente as postagens serão a cada consulta. Isto deve demorar pelo menos 1 ano....

A não ser que aconteça algum imprevisto e que eu precise relatar aqui, este relato serve como desabafo para minha indignação.

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Hoje dia 30 de abril de 2014

Estou bem melhor, com muitas limitações, mas muito bem de saúde.
Sinto muitas dores e quando esfria esta dor aumenta e muito;

Continuarei com o meu trabalho, com as lojas virtuais e vou investir ainda mais no ramo do papel arroz e adesivo, pois amo o que faço.



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Hoje dia 02 de fevereiro de 2016.

Quase 6 anos depois da queda.
Estou boa e trabalhando normalmente.
Dia 09 pretendo postar aqui o final desta história.







Dica:

As postagens estão em ordem alfabética e por isso poderá aparecer primeiro papel adesivo e depois papel arroz. Após escolher a categoria que deseja você deverá descer a barra de rolagem até o final para ver todas as imagens...Se ainda assim não encontrar, tem um link: Postagens mais antigas, é só clicar e verá o restante das imagens

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